O Mac Mini tem sido bastante popular entre companhias e empresas que precisam de um computador “faz-tudo” que seja pequeno e barato. Com o Thunderbolt 3, ele passa a ser uma das melhores opções de device.

Apple tem trabalhado bastante para ficar bem com usuários profissionais dos seus produtos, passando a ter uma atividade bastante grande voltada para esse público e a “experiência Apple” — grifo nosso — no ano de 2018.

Ainda que a gente esteja na espera e na torcida do Mac Pro 2019 e das maravilhas que ele poderá fazer por um público que exige um pouco mais do seu equipamento — os rumores do Thunderbolt 3 e portas USB-C, além entradas para cartões PCI —, por ora, em janeiro de 2019, a gente pode falar um pouco do Mac Mini.

O novo contexto do Mac Mini

A gente já até se acostumou ao Mac Mini em várias situações: no escritório, como um mini-servidor, em casa como um reprodutor de mídia ou ainda como um backup para as coisas que a gente não pode perder. Mas ainda não vemos muito ele como o sistema principal de algum lugar. E é aí que as coisas começam a fica interessantes.

Contudo, conforme o Thunderbolt 3 vai ficando cada vez mais “maduro”, parece ficar mais evidente que pode ser uma boa considerar o Mac Mini como “computador principal”, mesmo para usuários que precisam de um computador mais parrudinho, como coloristas.

O Thunderbolt 3

A coisa mais incrível que faz do Mac Mini algo realmente impressionante não é ele em si — ainda que a caixinha em Cinza Espacial seja incrível. Não, seu principal atrativo ainda é o Thunderbolt 3. Quando o Macbook Pro T3 original apareceu em 2016 você não tinha muito o que fazer com ele senão comprar os adaptadores e acessórios do T2 e ficar contente com isso.

Entre o lançamento do eGPU da Blackmagic e a onda de SSD’s de Thunderbolt 3 que sejam financeiramente mais acessíveis que atingiu o mercado, há alguns benefícios com o com o pequeno “grande” conector.

Versátil: essa é a palavra da vez

Apesar da existência do 2013 Mac Pro “R2D2”, o antigo Mac “Cheese Grater” 2006-2010 ainda é muito presente. Por quê? Bem, quando (e é quando, não se, se você trabalha com filmes), a placa gráfica morre em um Mac 2013, você tem que enviar toda a unidade para a assistência. Mesmo se você tiver deixado alguns muitos “dinheiros” e estiver na garantia do Applecare “grátis”, isso não torna o recondicionamento do seu precioso mais rápido e não impede que muito tempo seja perdido. Esse é um problema real.

Se você já está usando um Mac Mini “roteando” eGPU, quando um eGPU para de funcionar, você simplesmente despluga um, manda pro concerto e coloca outro em seu lugar. Dá pra imaginar uma produtora que tenha uma porção de eGPU’s por aí, guardado nas gavetas, sabe? E já que você pode simplesmente plugar uns quatro deles diretamente em um Mini, você pode ter potência gráfica e uma matriz de placas gráficas de “backup” prontas para serem executadas a qualquer momento.

Claro que ainda dá pra depender do processamento que você tem no próprio sistema interno de processamento gráfico da Intel, mas isso é muito menos provável se você está direcionando o grosso da produção para um processador externo.

As opções de rede

E mais, por um pequeno preço, você pode melhorar o sistema para ter uma ethernet de 10Gb. Ainda que estejamos na era da fibra, ainda existem muitas produtoras “indies” que ainda tem sua rede baseada em cabos de cobre de 1Gb pra conectar as máquinas e mover arquivos.

As conexões desse tipo já tem estado por aí há algum tempo, mas sempre foram um pouco caras para serem instaladas. A realidade agora é outra, e esse tipo de mudança é revolucionária em termos produtivos.

Chip T2 e a transição para o H.265

Outra grande coisa que faz dos Mac Mini tão atrativos é a inclusão do chip de segurança T2 que pode ser encontrado no Macbook Pro e iMac Pro, que é usado para aumentar a velocidade de renderização de materiais em H.265.

Ainda que o H.265 (conhecido antes como HEVC) ainda não tenha tomado o espaço do H.264, essa é uma mudança que não pode mais ser adiada, já que ele oferece melhorias que devem ser consideradas, principalmente em relação à qualidade de imagem, ou ainda pelo tamanho dos arquivos resultantes, que podem ser melhores quando comparados ao formato H.264.

O por quê de o H.265 ainda não ser tão comum? O principal é o tempo de renderização. Num “Mac Pro tradicional” (2013, 6-Core, D700 graphics), o aquivo médio de mesmo tamanho tomou 1 minuto e 43 segundos para renderizar em comparação aos 58 segundos para o mesmo arquivo, só que em H.264. Em arquivos pequenos isso pode não ser grande coisa, mas observadas as proporções, se seu objetivo é um longa, você pode ter um pouco mais de dificuldade de renderização.

Relação custo-benefício

Mas e no novo Mac Mini, uma máquina que tem 1/3 do custo do Mac Pro nas configurações mais básicas e 1/5 do preço nas mais altas? O mesmo arquivo que no Mac Pro em H.264 renderizou em 58 segundos, no Mac Mini o faz em 23 segundos e em H.265 toma o mesmo tempo, precisamente: 23 segundos.

Isso porque o hardware construído para o T2 é pensado para o H.265.  Claro que a gente tem que ter em mente que o novo Mac Pro que vem por aí em 2019 vai ter o T2 ainda melhor — ou quem sabe um novo, o T3 —  e vai trabalhar ainda melhor com o H.265. Mas só o fato de pensar que o Mac Mini é acessível e também “tão rápido quanto” é muito bom.

Ainda melhor, quando você põe esse tipo de encoding no T2 você deixa a CPU relativamente livre pra realizar outras tarefas. O mesmo arquivo que estamos citando toma incríveis 20 segundos para renderizar no Macbook Pro, mas isso é um pouco óbvio quando você tem duas placas gráficas dedicadas à isso e que, claro, podem custar o dobro do que o Mac Mini pode fazer por você.

É pequeno, acessível, rápido, configurável e extensível. Ainda que o Mac Pro 2019 seja tudo aquilo que todo filmmaker deseja, o Mac Mini pode ser a opção inteligente que todo filmmaker pode precisar esse ano.

Disponível aqui por US$ 1.599 (R$5.920, aproximadamente)

Apple Mac Mini (Late 2018): Picture 2

Especificações Técnicas:

  • Processador Intel Core i7 de 6 seis núcleos, 3.2 GHz.
  • Expansível em até 64GB de RAM DDR4 de 2666 MHz
  • Sistema integrado Intel UHD Graphics 630
  • Expansível em até 2TB PCIe SSD
  • 1 x Gigabit Ethernet Port, com opção de upgrade para 10 Gb
  • Wi-Fi 5 (802.11ac) | Bluetooth 5.0
  • 4 x portas Thunderbolt 3 (USB Tipo-C)
  • 2 x saídas USB 3.1 Gen 1 Type-A | 1 x saída HDMI 2.0
  • 1.3 kg
  • Chip de segurança T2 com otimização de encoding para H.265 (HEVC)

Fonte: No Film School

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